O ANIMAL PEDIÁTRICO: Cachorros e Gatinhos
O animal pediátrico é aquele que apresenta uma idade inferior a 6 meses. No neonato, uma coisa importante a verificar após o nascimento é se o reflexo da sucção está presente. Apesar de ser difícil quantificar a quantidade de leite que cada animal ingere, deve ter-se em atenção se todos mamam. Por isso, observar o comportamento do neonato pode revelar se estão a ingerir as quantidades necessárias de leite. Um neonato bem alimentado, em geral, dorme tranquilamente entre mamadas. No entanto, choros constantes, ganho de peso insuficiente e pouca aptidão para mamar indicam uma ingestão insuficiente. A solução pode passar pela adopção por outra fêmea, utilização de leite artificial próprio administrado com biberão ou, em casos extremos, com sonda.
Em média, gatinhos devem engordar 7-10 gr/dia. Já nos cachorros, espera-se que engordem 2,2 gr/kg do peso previsível em adulto.
Os recém nascidos devem permanecer num local (26 – 30º), seco limpo e cómodo.
Exame físico
Existem alguns problemas físicos que podem ser prontamente identificados em neonatos. Estes problemas incluem:
- Fenda palatina
- Hérnia umbilical
- Onfalites
- Fontanelas
- Artrésia anal ou outros defeitos congénitos urogenitais
A presença de líquido nas ansas intestinais é normal.
Exame neurológico (limitado pela sua imaturidade):
O tónus flexor predomina nos primeiros 4 dias de vida. Pode observar-se o animal a flexionar ventralmente o tronco e os membros (forma de coma). O tónus extensor aparece 5 – 8 dias depois e manifesta-se com a extensão do tronco e dos membros, colocando o animal em pé.
A interpretação das provas de diagnóstico deve realizar-se tendo em conta os valores de referência segundo a idade.
Interpretação de radiografias
O timo aparece como uma opacidade triangular no tórax cranial esquerdo o que pode mascarar massas no mediastino ou consolidações pulmonares.
O coração ocupa nestes pacientes mais espaço que nos adultos.
A nível pulmonar a imagem é mais opaca devido ao conteúdo de líquido intersticial.
A nível hepático o fígado parece ultrapassar os limites torácicos pela ausência de mineralização das costelas.
As epifises apresentam ausência de mineralização óssea, podendo dar a ideia errada de fracturas.
A perda de contraste e detalhe a nível abdominal por falta de matéria gorda dificulta a visualização de alterações.